Prosperidade e Alquimia XIII - Hélio Couto



Separatio

No início quando o ser é emanado ele sai do Oceano Primordial e reveste-se de um ego. Essa separação é traumática para o ser. É como o trauma do nascimento para os humanos. Começa sua fase de evolução como um ego separado do Todo. O ser não gosta disso porque estava em segurança e conforto na união com o Todo. Agora ele tem de crescer e evoluir. Muitos tentam evitar isso. Mas, a Lei da Evolução se impõe e situações são criadas para induzir ao crescimento deste novo ser.


É preciso passar pela Separatio para adquirir mais consciência de si mesmo como ser autônomo. Pouco a pouco na ordem geral da evolução o ser vai tomando as mais diversas formas que contribuem para a sua evolução e expansão de consciência. Toda vez que acontecer uma Separatio haverá crescimento. Depois virá novamente uma unificação. Toda a mitologia está repleta de exemplos de Separatio. Toda Criação é uma Separatio.

A consciência da Separatio também é a consciência de que existem opostos. O ser está só e percebe que existem outros. Esse sentimento provoca evolução. Terá de haver um relacionamento com os outros seres. Deste relacionamento surgirão novas informações que serão agregadas ao ser. E todos também evoluem. Isso significa que seremos capazes de projetar no outro nossas questões psicológicas e também temos de acolher a projeção dos outros. Sem que isso nos torne inimigos. Esse é o ponto final da evolução. Entender que o outro não é inimigo.

A questão da consciência dos opostos aparece nas decisões que temos de tomar na vida. Esse é o desenvolvimento do ego. O ego é obrigado a tomar decisões, pois não está mais no Oceano Primordial. E aqui entra uma conscientização extremamente importante. Entre o simbólico e o concreto. O simbólico está nos transmitindo uma mensagem simbólica. É preciso muito discernimento para perceber isso. Por exemplo: devo sair do emprego ou não? O ego sente que deve decidir isso concretamente, mas a questão pode não ser essa. Pode ser que apenas a pessoa precise soltar psicologicamente o emprego sem pedir demissão. A questão psicológica é que é importante. A dúvida é simbólica. Não deve ser levada para o lado concreto da existência. Basta que a pessoa interiorize isso e está resolvido. Quando a consciência resolve esses conflitos eles desaparecem da vida da pessoa. A realidade concreta é uma projeção dos conflitos interiores. E quando não é resolvido volta outra vez para ser resolvido. Somente quando a consciência equaciona isso é que desaparece da vida. É extremamente importante entender esse conceito. Pois, senão ficaremos repetindo a mesma hist