Libido I
- Hélio Couto
- há 18 horas
- 5 min de leitura
O conceito de libido é muito amplo. Normalmente pensa-se que é só sexo. Libido é a energia que move tudo. É o Chi, a energia vital que mantém tudo vivo. Desde uma partícula elementar até aglomerados de galáxias.
Eros é o Arquétipo que provoca a interação entre tudo o que existe no universo. Desta forma há crescimento de qualquer forma.
Quando foi explicado que a libido faz com que o inconsciente se agite, libere conteúdos, solte a couraça, baixe o escudo, dissolva os nós, estava implícito todas as outras formas de ação da libido e não apenas a sexual.
Quais as formas de abrir o inconsciente?
Tudo que é feito com muita intensidade abre o inconsciente, tanto para pôr conteúdos, quanto para libera-los. Como é um “depósito” muito profundo de energias vivas, para se chegar lá é preciso muita intensidade energética para interagir com o que está reprimido ou programado. Ações superficiais nem arranham a superfície dele. Por exemplo: os traumas são gravados porque tem forte intensidade energética e de dor. E para serem desgravados precisam de uma energia igual e contrária.
Trabalhar abre o inconsciente. Só que é trabalhar muito. Sem medir horários nem tarefas. A intensidade do gasto energético trabalhando é que faz com que abra. Um trabalho normal não faz isso. Trabalhos estressantes, perigosos, guerra, fazem essa abertura. Portanto, se a pessoa trabalhar intensamente neste nível, ela abrirá e poderá acessar os conteúdos, interpretar, libera-los e integra-los.
Outra forma é estudar muito. Com a mesma intensidade descrita acima. Por exemplo: ler sem parar por 5 anos seguidos. Dia e noite. Também provocará uma mudança profunda.
Passear com a mesma intensidade. Escalar o Everest, navegar no mar sem muita proteção, um safari com riscos reais (para fotografar), aviões pequenos, tudo que for intenso abrirá.
Diálogo profundo e duradouro. Conversar aprofundando o nível de conversa, sem horários fixos (Jung e Freud conversaram por 13 horas seguidas na primeira vez. Tem caso de cientistas que conversaram por 3 dias seguidos.) Uma música do Luís Miguel fala sobre conversar um ano inteiro. Não são diálogos de minutos. São horas sem fim. Quando se dialoga sobre um tema e uma das pessoas adota a posição de mostrar todas as variáveis, o outro chega num ponto em que o cérebro tem de dar um salto qualitativo. O que Prigogine chamou de Teoria das Estruturas Dissipativas. Ou salta ou decai. Esse tipo de diálogo abre o inconsciente. Pois não é possível conversar assim sem dissolver a couraça.
Devo ressaltar que não estou dizendo para fazerem essas coisas acima sem um acompanhamento profissional terapêutico. Abrir o inconsciente é uma coisa que requer muito cuidado para elaborar os conteúdos e integra-los na personalidade. O que estou mostrando é que libido é muito mais que sexo. Todas as atividades acima têm um componente imenso de libido e de Eros. Tudo que é um ritual de morte/renascimento tem Eros comandando.
Qual a vantagem de integrar o inconsciente? Imensa. Quando se entende que a Psique é a Centelha Divina e que a liberação e integração do inconsciente faz com que o ego se identifique com a Centelha, fica claro a importância disso. Nesse ponto todos os problemas pessoais estarão resolvidos. Pois, haverá uma nova visão de mundo. As contas a pagar podem continuar lá, mas a visão sobre isso e a solução serão vistas de outra forma. As soluções aparecerão quando se entrega tudo para a Centelha Divina dentro de cada um. Entregar a vida para a Centelha não é uma coisa intelectual. É um sentimento de unidade cósmica. Não é uma fuga, nem mágica, nem magia. Todos os problemas deste mundo continuarão, mas a abordagem será completamente outra. É uma transformação profunda onde não há mais interesses particulares. Todos os problemas deste planeta têm solução, mas é preciso que um número significativo de pessoas deixe a própria Centelha Divina assumir a vida da pessoa. Isso é o que inúmeros filósofos, místicos, explicaram desde 6 mil anos atrás. E isso até hoje não foi aceito. Todo o trabalho de Jung e Campbell foi explicar isso. Documentando exaustivamente essa tentativa de explicar para a humanidade que só aceitando o Self há solução. A terminologia pode ser outra, mas é exatamente disso que estão falando. E muitas vezes falaram claramente.
Não existe uma Psique independente de tudo o mais. A Psique é a Centelha. É o Self. Nosso ego está dentro da Psique. Como se a Psique fosse o Sistema Operacional e o ego um programa aplicativo que está rodando. Quem controla tudo em última análise é a Psique. Por isso eles viram que todos os conteúdos arquetípicos, mitológicos, os sonhos, tem o mesmo fundamento. Foi por isso que puderam identificar os Arquétipos em ação em tudo desde os primórdios do homem na Terra. Essa “coincidência” só é possível porque só existe uma Psique. Tudo o mais está dentro dela. Todas as consciências existem dentro de uma mesma Psique. É como se todos os computadores do mundo usassem o mesmo sistema operacional que não está instalado em cada máquina, mas que existe virtualmente e todos podem acessa-lo, rodando os programas que quiserem, mas todos sob controle do mesmo sistema operacional. Acho que assim fica claro para entender o que é a Psique.
Pode-se pensar que cada um tem uma Psique, mas não é assim. O ego é diferenciado, mas todos os egos estão dentro de uma única Psique. O ego no início é um indivíduo. Quando há a fusão com a Centelha o ego fica individuado, isto é, tornou-se um com a Centelha. A Psique assumiu todo o controle daquele ego. O ego não sumiu (ninguém precisa ter medo disso), mas agora ele vê, sente, percebe, age, raciocina, de acordo com a Psique.
É nesse ponto que é possível a tão almejada felicidade pessoal. A alegria, a prosperidade e tudo o mais que é bom.
Hélio Couto
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AS CHAVES DE NEFERTITI

"O curso Dor & Amor nasceu do profundo desejo de ajudar as pessoas que de alguma forma sofrem ou sofreram por amor.Longe de ser “frescura”, este tipo de sofrimento é real, pois sempre que amamos compactuamos com o ser amado (ou amada) uma malha energética de conexão.
Quando ocorre o afastamento, seja por qual motivo for: falecimento, mudança de País, término da relação por vontade da outra parte ou outro motivo que seja - quando ocorre o afastamento físico, a desconexão energética nem sempre acompanha o rompimento.
Ou seja, continua-se ligado(a) ao outro por uma malha de energia.
Daí a dor porque embora a conexão energética ainda exista, a conexão física não existe mais.
No curso Dor & Amor canalizei exercícios Iniciáticos da mais Pura Luz para que as cicatrizes energéticas ocasionadas pelo rompimento sejam tratadas e todos que verdadeiramente quiserem possam recomeçar suas vidas.
O Amor pode se expressar de inúmeras formas. Amor por si, Amor pela Vida, Amor para encontrar uma nova razão de viver (a meu ver esta é a forma de amor mais urgente de se conquistar nos processos de rompimento)."
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